Aprender a aceitar as pessoas do jeito que elas são, porém não significa que devo gostá-las absurdo. É com pouco orgulho que confesso que as eternidades, verdades, infinidades posso contar nos dedos. E o que me deixa mais em vislumbre é amá-los em imperfeição. Como diria Clarice Lispector “Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”
Junto com o aceitar aprendi a gostar de gente e por mais que entenda, sei que existem os que machucam, os que mentem, os que fingem, os que ferem. Tive que aprender isso sentindo na pele, já fui tão desconfiada, mas tão desconfiada que horas desconfiava das coisas que eu pensava. Hoje eu as gosto e até amo, sim quem diria. Às vezes penso que só sabe mesmo o que é amor, aquele que já provou do desamor. De uma dor imensidão, pior mesmo que não entender é não sentir. Se existir explicação é claro. Tenho aprendido bastante sobre o não esperado, o não suprido. Talvez pela a desconfiança ter criado tantas mudas e raízes em mim, digamos que pela a minha avaliação o ideal é raro, raríssimo. Tenho tentado desenvolver o sentir demonstrado, o sentir quase imaturo e doce, tão doce que tenho vontade de sorrir, e sim, confesso, é bom. Sensação que conforta o peito.
Aprender a aceitar. Aceitar o sentir, o muito e até o pouco. Talvez pouco eu mereça na hora ou não. Eu acredito muito em legado, no esforço físico e psicológico que fazemos para evoluir, se esforço for o segredo então, Eureka genial. Tenho amado, tenho amado mesmo sem retribuição ideal, sem perfeição, sem nível esperado, e sabe de uma coisa? Só amar já faz bem.
Outro dia estive conversando com meu ex professor de filosofia e ele veio querer me explicar o amor. Como assim? Como assim? Veio me dizer que amor que é amor só existe amor de mãe. Que amor é morrer pelo o outro, e se doar sem cobrar, sem fingir. Disse-lhe: Isso te deixa na condição de desistir de gente. Não concordo!
Foi então que descobri o enorme calor do peito com palpitação. Eu não desisti.
Foi então que descobri o enorme calor do peito com palpitação. Eu não desisti.
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