Hoje resolvi escrever assim como eu escrevia há alguns anos atrás. Quando eu não queria que as pessoas soubessem que eu fazia versos, quando eu não queria explicitar poesia, quando eu não queria que conhecessem o quanto doía. De uma dor imensurável vim de dias tristes, passando algumas centenas de horas, perguntei-me se tudo aquilo teria sentido, se valia a pena sentir sem saber se continuará ou cicatrizará. Por motivos que não são diretamente meus, desde um cotoco de gente tentei resolvê-los. Ora mãe e pai, por que tudo isso? Não posso escolher um.
Peguei um punhado de felicidade e dele cantei versos contentes. Da única música tocada imaturamente em um teclado velho, juntei cacos com o tempo três por quatro. Calminho eu sei! Seria valsa ou um outro ritmo qualquer. Pensei, pensei. Os dias tristes fizeram de mim o que sou, se um alheio orgulha-se ou não, sinto que existo por ser assim. Hora sinto ou não. Seja bom ou ruim, sorri por incompreensão. Juntei gotículas de um lago saído de mim, direcionei-me a elas e disse:
- Sei que um dia terão sentido, seja tarde ou não.
Enfim, sendo como qualquer ser que está sujeito a ferir, sangrar e cicatrizar. Problemas não tomarão o sorriso do meu rosto, seja ontem, hoje ou amanhã.
Assim seja.
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