domingo, 24 de julho de 2011

Ego de formiga

Eu nunca tive audácia de achar
Que alguém não conseguisse viver sem mim.
Sempre achei que seria uma tarefa fácil.
Tendo menos valor do que eu um caroço ou grão
Logo me esqueceriam.
Acostumei-me a pensar sem valor
De que se eu sumisse, fugisse ou virasse pó
Não sentiriam minha falta em no mínimo 3 dias.
Talvez nem eu.
Ao ponto de invisibilidade
Eu estava, mas não estava alí
Como se eu mesma me valorizasse em grão.
Como se o peito batesse por existir e mais nada.
Era Janeiro de um dia qualquer
Resignei-me do pó
E dei valor àquilo sem valor, eu.
Disse-me:
Deque vale uma vida se não viver?
Seja de verdade, valor, sonho ou ilusão
Me expus a mim.
Passei a acreditar nas coisas
Aos poucos somei mais alguns nos dedos.
Revigorei também a minha fé.
Perto daquilo que quase fiz comigo
Hoje eu entendo que:
“Eu sentia falta de mim.”

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