domingo, 29 de maio de 2011

Quase utopia

Espero da minha melancolia sinceridade
Espero que meu sorriso não esconda dor
Espero dos meus rabiscos solução.
Se o que eu sinto agora é saudade
Espero um dia solver a vontade
Dos dias e coisas que não vivi
Pois espero um gotejo por solução.
Espero ser abraçada com vontade
Que não mintam para minha satisfação
De novo quero depois da verdade a verdade
Agora mesmo instigo emoção.
Espero um dia ter o distante próximo
E poder declarar pessoalmente a amizade.
Espero soluções do lar
Para poder enfim voar de olhos fechados.
Diga-me, tudo vai ficar bem!
Espero realização de sonhos encantados
Mesmo que eu saiba que não terão realização.
Espero montar cacos
Mesmo que seja de grão em grão.
Espero do pensamento calmaria
E não questionamentos para o solver.
Espero da dor apenas alerta de que estou vivendo
E dela não quero nada mais.
Quero sonhar sem dormir
E quando dormir sonhar.
Quero sorrir, mas também chorar,
Pois eu sei que gotas hidratam solução.
[...]
Mesmo que eu tente, oculte e não minta...
Espero que me veja e sinta ao ponto da invisibilidade sem nós.
Como utopia.

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