quinta-feira, 19 de maio de 2011

Procura-se um devaneio

A última coisa meramente visível
Eulali não podia ver
Nos contornos do tempo
Eulali foi se modelando de um jeito incomum.
Como cólera pensava, pensava, pensava e depois dormia
Conversava com sigo mesma e dizia:
- Será mesmo contradição...
Dos contratempos do peito
Norteio-me por tempos que não vivi?
Hora fechava e abria os olhos
Como mero ato de tentar sonhar
Mas não dormia,
Eulali fingia, e só.
Dos questionamentos mais que frívolos
Riam e diziam: - Mera ilusão!
Se não entende contradição
Estenda tua mão e me diz
- Para que bate um peito...
Condicionado ao silêncio?
Mais do que vive só?
Do modo e da fala mais que tosada
Ela veio a entender.
Sinto porque existo!
Assim, assim, assim...
20/12/10

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