Eulali veio correndo me contar, veio-me correndo com
lágrimas nos olhos.
– Ele já tem dona também, e não sou eu, suspeito que não pode ser meu!
Nunca a tinha visto tão murcha assim, com ombros caídos e
nariz no chão. Ar de derrota, ou pior, esfriamento. Outra vez ela suspeitava, e
pior que a certeza da primeira vez é que desta vez ela estava mais confiante e
mais esperançosa de que vingaria. A queda seria maior. A queda pode ser maior.
Semblante frio, palidez e falta de fome. Confesso que tive pena, tive pena de
tentar desfazer e esquecer tudo que Eulali vinha sentindo lá dentro. Era tão
bonito de ver. Contei então a Eulali o fato de ela ter que confiar e acreditar,
se Eulali coloca mesmo sua vida nas mãos de Deus tudo que vinga ou não vinga
aqui na terra é para o seu bem. Eulali sem coragem, ou mesmo falta de força de
ter mais esperança, não me diz nada, mas chora.
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