terça-feira, 9 de abril de 2013

Eu e as religiões

Sabe, o mundo me provoca, o mundo me provoca a querer questionar doutrinas e credos. Outro dia eu estive pensando como eu cheguei até aqui? Como eu cheguei à consciência de que minha “religião” é Cristo? Pensei, pensei e acho que tenho resposta, ou pelo menos parte dela. Meu pai!
 
Meu pai é do tipo de pessoa que fala mal de TODAS as religiões. O fato dos resmungos durante um tempo começou a me incomodar tanto, mas tanto que toda vez que ele começava a falar eu saía de perto. Ele é do tipo que critica sem conhecer, critica a corrupção e critica os sermões seja lá de quem for. Mas é um bom homem, hoje ele se diz católico, mas com suas tamanhas restrições. Teve um tempo que ele até se dizia ateu, do tipo de ateu que fala graças a Deus, sabe? Pois é. Mas e eu? Eu sou batizada na igreja católica e “comungada” na igreja católica, mas desde muito nova frequentei a igreja evangélica. Pude ver os dois lados. As brigas, as normas, as repetições, as estátuas, o fanatismo, as fofoquinhas, entre outros. Fui observando e com o tempo criei um ar crítico para as coisas, crítico em termos de normas, achava tanta coisa sem sentido. Que Deus era aquele que dividia as pessoas? Fui entendendo que religião é coisa inventada pelo o homem, por isso seus tanto defeitos.
 
Fui me incomodando com tudo aquilo. E eu me incomodava principalmente com duas religiões, a católica e a evangélica. Talvez apenas essas duas pelo fato de eu esta próxima, por eu conhecer mais de perto essas duas. Um falando mal do outro, um dizendo que eles eram o céu e o outro era o inferno, que apenas a sua igreja seria salva. Eu achava isso tão absurdo, mas tão absurdo que mais ou menos aos 15 anos resolvi que não teria mais religião. Disse para minha mãe que não faria crisma, ela me perguntou por quê? Eu respondi que não tinha sentido, que eu não tinha vontade. Olhe, digo isso com todo respeito para aqueles que creem, mas pra mim não tinha sentido. Nenhunzinho. Me afastei, passei um bom tempo sem ir em igreja nenhuma. Então, depois de alguns questionamentos eu cai. Sim, cai mesmo, fundo do poço de pensamento e ideias.

Jamille em queda. Eu nunca deixei de acreditar em Deus, mas teve um tempo que eu perdi a intimidade, ou melhor, eu não tinha achado ainda. Tive sintomas de morte espiritual. Pior do que deixar de acreditar no que o homem diz é deixar de acreditar em si, e eu tinha deixado de acreditar em mim. Vivi durante quase 3 anos como apenas um pedaço de carne que esperava a morte chegar, tive depressão e um punhado de coisas que não me cabe dizer aqui. É então que conheço a filosofia espírita, não queridos, não falo do espiritismo de macumba que todo mundo pensa que é, falo do espiritismo de Alan Kardec que prega o amor, a caridade e a humildade. Fui buscando cada vez mais material sobre e aquilo foi me encantando. Claro que tem o lado das coisas que eu não concordava, mas a ideia de pensar que eu não tinha fim, que o amor prevalece tudo e de que eu tenho que fazer ao meu irmão aquilo que Jesus faria resignou-me, foi me tratando aos poucos. Sim, o espiritismo é cristão, respondo-te logo se veio a se questionar. Ganhei de volta literalmente a minha espiritualidade. A minha forma de pensar, a minha fé, a minha forma de lidar com o amor e até a minha forma de conversar com Deus, tamanho foi se tornando minha franqueza com Ele.
 
Despois dos deslumbres e decepções das religiões, volto ao começo do escrito. Acho que a birra do meu pai em questionar as religiões me instigou um pouco a querer conhecê-las. E creio que entendi um pouco. Religiões, ou melhor, doutrinas são criadas pelo o homem e o homem é imperfeito, então é besteira minha ficar achando que eu vou encontrar uma religião perfeita, pois somos interpretações e pensamentos, cada um tem o seu. Hoje quando alguém pergunta qual é minha religião eu respondo: Cristã! Toda essa loucura que eu passei de misturar na minha cabeça crenças e doutrinas de certa forma me aproximaram de Deus. Toda essa loucura de achar um absurdo as brigas de irmãos de certa forma me aproximaram de Deus. Porque eu passei a me relacionar com Ele de forma direta, sem interferência de santos nem credos. Hoje em dia a gente conversa sem ladainhas, eu peço sua opinião nas coisas e acredite se quiser, Ele me responde, Ele me dar puxões de orelha, Ele rir comigo. Tem gente que deve achar que pirei de vez, mas não, não, é que isso é amor queridos, agora eu sou dELe e não do mundo. Só dEle, só dEle. Tamanho é meu contentamento. Tenho enfrentado esses tempos questionamentos do mundo. O mundo vem tentando entender o que eu sou e me colocando contra a parede. Venho sofrendo preconceitos até. Por eu não me denominar as pessoas me atiram de todos os lados. - Então Jamille, de onde você é? Em instante eu fico em conflito comigo mesma, mas é aí que eu me refaço e lembro que toda minha força está em Deus, aquele que me salvou e me resignou do pó. Aquele que no meio de tanto conflito pessoal me fez entender que eu não sou do mundo e sim dEle. Hoje em dia a pesar do preconceito existente eu frequento semanalmente a igreja evangélica, aos domingos vou a missa com a família e continuo a acreditar na tamanha beleza da filosofia espírita em que a cura está no amor, na caridade e na humildade. Tudo bem, tudo bem, não te culpo se não consegue me entender. Já estive do outro lado, mas agora quando alguém me joga na parede perguntando minha direção eu sem pestanejar respondo: - Minha direção é CRISTO! - Estou eu então de ouvidos e olhos atentos para absorver o máximo que eu puder sobre Ele.

Ah, antes de terminar dou um conselho. Como eu passei por varias fases e informações, por mais que existam livros e livros tentando lhe instruir o caminho certo, nenhum livro é melhor do que a Bíblia, é lendo ela e pedindo sabedoria a Deus para entendê-la que tu vais começar a ter justificativas plausíveis para as coisas certas ao não. E eu entendi que eu sou livre, livre para amá-lo com todo meu fulgor. “Seja a igreja!”

Ó Deus, examina-me e conhece o meu coração! Vê se há em mim algum pecado e guia-me pelo o caminho eterno. Sl 139 23-24

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