Sabe, o mundo me provoca, o mundo
me provoca a querer questionar doutrinas e credos. Outro dia eu estive pensando
como eu cheguei até aqui? Como eu cheguei à consciência de que minha “religião”
é Cristo? Pensei, pensei e acho que tenho resposta, ou pelo menos parte dela.
Meu pai!
Meu pai é do tipo de pessoa que fala mal de
TODAS as religiões. O fato dos resmungos durante um tempo começou a me
incomodar tanto, mas tanto que toda vez que ele começava a falar eu saía de
perto. Ele é do tipo que critica sem conhecer, critica a corrupção e critica os
sermões seja lá de quem for. Mas é um bom homem, hoje ele se diz católico, mas
com suas tamanhas restrições. Teve um tempo que ele até se dizia ateu, do tipo
de ateu que fala graças a Deus, sabe? Pois é. Mas e eu? Eu sou batizada na
igreja católica e “comungada” na igreja católica, mas desde muito nova
frequentei a igreja evangélica. Pude ver os dois lados. As brigas, as normas,
as repetições, as estátuas, o fanatismo, as fofoquinhas, entre outros. Fui
observando e com o tempo criei um ar crítico para as coisas, crítico em termos
de normas, achava tanta coisa sem sentido. Que Deus era aquele que dividia as
pessoas? Fui entendendo que religião é coisa inventada pelo o homem, por isso
seus tanto defeitos.
Fui me incomodando com tudo
aquilo. E eu me incomodava principalmente com duas religiões, a católica e a
evangélica. Talvez apenas essas duas pelo fato de eu esta próxima, por eu
conhecer mais de perto essas duas. Um falando mal do outro, um dizendo que eles
eram o céu e o outro era o inferno, que apenas a sua igreja seria salva. Eu
achava isso tão absurdo, mas tão absurdo que mais ou menos aos 15 anos resolvi
que não teria mais religião. Disse para minha mãe que não faria crisma, ela me
perguntou por quê? Eu respondi que não tinha sentido, que eu não tinha vontade.
Olhe, digo isso com todo respeito para aqueles que creem, mas pra mim não tinha
sentido. Nenhunzinho. Me afastei, passei um bom tempo sem ir em igreja nenhuma.
Então, depois de alguns questionamentos eu cai. Sim, cai mesmo, fundo do poço
de pensamento e ideias.
Jamille em queda. Eu nunca deixei de acreditar em Deus, mas teve um tempo que eu perdi a intimidade, ou melhor, eu não tinha achado ainda. Tive sintomas de morte espiritual. Pior do que deixar de acreditar no que o homem diz é deixar de acreditar em si, e eu tinha deixado de acreditar em mim. Vivi durante quase 3 anos como apenas um pedaço de carne que esperava a morte chegar, tive depressão e um punhado de coisas que não me cabe dizer aqui. É então que conheço a filosofia espírita, não queridos, não falo do espiritismo de macumba que todo mundo pensa que é, falo do espiritismo de Alan Kardec que prega o amor, a caridade e a humildade. Fui buscando cada vez mais material sobre e aquilo foi me encantando. Claro que tem o lado das coisas que eu não concordava, mas a ideia de pensar que eu não tinha fim, que o amor prevalece tudo e de que eu tenho que fazer ao meu irmão aquilo que Jesus faria resignou-me, foi me tratando aos poucos. Sim, o espiritismo é cristão, respondo-te logo se veio a se questionar. Ganhei de volta literalmente a minha espiritualidade. A minha forma de pensar, a minha fé, a minha forma de lidar com o amor e até a minha forma de conversar com Deus, tamanho foi se tornando minha franqueza com Ele.
Despois dos deslumbres e
decepções das religiões, volto ao começo do escrito. Acho que a birra do meu
pai em questionar as religiões me instigou um pouco a querer conhecê-las. E
creio que entendi um pouco. Religiões, ou melhor, doutrinas são criadas pelo o
homem e o homem é imperfeito, então é besteira minha ficar achando que eu vou
encontrar uma religião perfeita, pois somos interpretações e pensamentos, cada
um tem o seu. Hoje quando alguém pergunta qual é minha religião eu respondo:
Cristã! Toda essa loucura que eu passei de misturar na minha cabeça crenças e
doutrinas de certa forma me aproximaram de Deus. Toda essa loucura de achar um
absurdo as brigas de irmãos de certa forma me aproximaram de Deus. Porque eu
passei a me relacionar com Ele de forma direta, sem interferência de santos nem
credos. Hoje em dia a gente conversa sem ladainhas, eu peço sua opinião nas
coisas e acredite se quiser, Ele me responde, Ele me dar puxões de orelha, Ele
rir comigo. Tem gente que deve achar que pirei de vez, mas não, não, é que isso
é amor queridos, agora eu sou dELe e não do mundo. Só dEle, só dEle. Tamanho é
meu contentamento. Tenho enfrentado esses tempos questionamentos do mundo. O
mundo vem tentando entender o que eu sou e me colocando contra a parede. Venho
sofrendo preconceitos até. Por eu não me denominar as pessoas me atiram de
todos os lados. - Então Jamille, de onde você é? Em instante eu fico em
conflito comigo mesma, mas é aí que eu me refaço e lembro que toda minha força
está em Deus, aquele que me salvou e me resignou do pó. Aquele que no meio de
tanto conflito pessoal me fez entender que eu não sou do mundo e sim dEle. Hoje
em dia a pesar do preconceito existente eu frequento semanalmente a igreja
evangélica, aos domingos vou a missa com a família e continuo a acreditar na
tamanha beleza da filosofia espírita em que a cura está no amor, na caridade e na
humildade. Tudo bem, tudo bem, não te culpo se não consegue me entender. Já
estive do outro lado, mas agora quando alguém me joga na parede perguntando
minha direção eu sem pestanejar respondo: - Minha direção é CRISTO! - Estou eu
então de ouvidos e olhos atentos para absorver o máximo que eu puder sobre Ele.
Ah, antes de terminar dou um conselho. Como eu passei por varias fases e informações, por mais que existam livros e livros tentando lhe instruir o caminho certo, nenhum livro é melhor do que a Bíblia, é lendo ela e pedindo sabedoria a Deus para entendê-la que tu vais começar a ter justificativas plausíveis para as coisas certas ao não. E eu entendi que eu sou livre, livre para amá-lo com todo meu fulgor. “Seja a igreja!”
Ó Deus, examina-me e conhece o meu coração! Vê se há em mim algum pecado e guia-me pelo o caminho eterno. Sl 139 23-24
Adoreeei Jamille. :)
ResponderExcluirQue bom Jacke :D
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