Voltei quase igual, não muito diferente (pra reforçar).
E como foi?
Ah, foi legal! Fui dona de mim por 8 dias.
E o congresso?
Ah, foi legal também! Muitas coisas úteis e motivadoras foram faladas entre palestras e palestras.
E o que aprendi?
- A juventude é estranha (como se eu não fosse uma..estranha ou jovem, escolha. rs)
- Eu preciso ficar só, quieta e em silêncio nem que seja por uns 3 minutos
- Sou impaciente quando tocam músicas horríveis
- Percebi que eu sou “chata velha” organizada
- É interessante observar crianças
- Quase não vivo sem meu violão
- Pessoas são pessoas, seres impossíveis de decifrar com exatidão
- Nada é impossível para aquele que tem vontade
- Fico com ódio enorme quando tentam me elogiar com palavras fúteis
- Minha “pré-meditação” não é tão vã como eu pensava, no fundo tem sentido
- Mãe sempre acha que tu és o bebê da mamãe
(...)
E o que aconteceu?
- Acho que engordei
- Mudei algumas opiniões sobre as “coisas”
- Li partes de um livro que me vigorou
- Conheci pessoas normais (que não é muita vantagem)
- Assisti palestras
- Fiz compras
- Estraçalhei minha câmera no chão =/
- Fugi de um camaleão
- Minha perna dormente se movimenta sozinha O_o
- Peguei sol e não fiquei bronzeada
- Fiquei 8 dias sem escrever
- Nunca bebi tanta água na minha vida ( Ow tempo seco sô.. rs)
- Tive orgulho de mim por não fazer as coisas apenas porque os outros fazem
- Meu nariz feriu por conta do tempo seco
(...)
O que deixei de fazer?
- Não fui ao baile do administrador (não perdi nada), nesse tempo fiquei só no hotel observando as pessoas em baixo, e notei como é impressionante como as pessoas agem quando pensam que não estão sendo observadas.
- Não tomei banho de piscina no HOT PARK, mas fiquei feliz, o sol não é muito meu amigo ele me arde e me faz descascar com facilidade.
E o que mais me arrependo foi não ter conversado com uma hippie que vi na rodoviária. Foi assim.
Eu estava entrando no restaurante quando ouço uma voz.
- Ei moça! Vamos compra um brinco pra ajudar na minha passagem?
Ela vendia aqueles artesanatos que hippies confeccionam, observei que eram 4 hippies, digamos assim. O hippie pai, a hippie mãe, e dois hippies filhos entre 3 e 5 anos de idade. Parei, e mesmo sem usar brincos do tipo, fiquei olhando e resolvi levar um par, daria de presente. Após a compra a hippie mãe me deu um presente, um anel feito de madeira de coco, também não uso anéis assim, mas notei que ela deu com carinho. Gostei tanto, vou guardar comigo.
E a vontade que me arrependi? Pois é, tive vontade de perguntar um pouco da vida deles, talvez até como uma troca. Quando ela disse:
- Ei moça! Vamos compra um brinco pra ajudar na minha passagem?
- Ah, você deixa eu te fazer algumas perguntas? rs.
Minha vontade era essa, de perguntar, mas não tive coragem. Mas perguntar o que?
O que são hippies? Eles gostam de ser chamados assim? Por que viver quase como nômade? Hippies têm parentesco com ciganos? É verdade que pouco tomam banho? Os filhos hippies estudam? Como se porta a família dos hippies que não são hippies? Sofrem muito preconceito?
Por que viver assim?
No fundo admiro pessoas do tipo. Não por serem hippies, mas por viver uma vida diferente, tendo que suprir preconceitos, normas, regras e normalidades.
Seriam eles os anormais ou nós que estamos com os olhos fechados achando que ter personalidade é seguir o modismo? E para os hippies o que seria a moral? Na próxima eu pergunto.
Vejo-os como pessoas fortes e normais que vivem em meio à anormalidade padrão.
... Enfim a viagem foi legal!
Jamille Catarina
E como foi?
Ah, foi legal! Fui dona de mim por 8 dias.
E o congresso?
Ah, foi legal também! Muitas coisas úteis e motivadoras foram faladas entre palestras e palestras.
E o que aprendi?
- A juventude é estranha (como se eu não fosse uma..estranha ou jovem, escolha. rs)
- Eu preciso ficar só, quieta e em silêncio nem que seja por uns 3 minutos
- Sou impaciente quando tocam músicas horríveis
- Percebi que eu sou “chata velha” organizada
- É interessante observar crianças
- Quase não vivo sem meu violão
- Pessoas são pessoas, seres impossíveis de decifrar com exatidão
- Nada é impossível para aquele que tem vontade
- Fico com ódio enorme quando tentam me elogiar com palavras fúteis
- Minha “pré-meditação” não é tão vã como eu pensava, no fundo tem sentido
- Mãe sempre acha que tu és o bebê da mamãe
(...)
E o que aconteceu?
- Acho que engordei
- Mudei algumas opiniões sobre as “coisas”
- Li partes de um livro que me vigorou
- Conheci pessoas normais (que não é muita vantagem)
- Assisti palestras
- Fiz compras
- Estraçalhei minha câmera no chão =/
- Fugi de um camaleão
- Minha perna dormente se movimenta sozinha O_o
- Peguei sol e não fiquei bronzeada
- Fiquei 8 dias sem escrever
- Nunca bebi tanta água na minha vida ( Ow tempo seco sô.. rs)
- Tive orgulho de mim por não fazer as coisas apenas porque os outros fazem
- Meu nariz feriu por conta do tempo seco
(...)
O que deixei de fazer?
- Não fui ao baile do administrador (não perdi nada), nesse tempo fiquei só no hotel observando as pessoas em baixo, e notei como é impressionante como as pessoas agem quando pensam que não estão sendo observadas.
- Não tomei banho de piscina no HOT PARK, mas fiquei feliz, o sol não é muito meu amigo ele me arde e me faz descascar com facilidade.
E o que mais me arrependo foi não ter conversado com uma hippie que vi na rodoviária. Foi assim.
Eu estava entrando no restaurante quando ouço uma voz.
- Ei moça! Vamos compra um brinco pra ajudar na minha passagem?
Ela vendia aqueles artesanatos que hippies confeccionam, observei que eram 4 hippies, digamos assim. O hippie pai, a hippie mãe, e dois hippies filhos entre 3 e 5 anos de idade. Parei, e mesmo sem usar brincos do tipo, fiquei olhando e resolvi levar um par, daria de presente. Após a compra a hippie mãe me deu um presente, um anel feito de madeira de coco, também não uso anéis assim, mas notei que ela deu com carinho. Gostei tanto, vou guardar comigo.
E a vontade que me arrependi? Pois é, tive vontade de perguntar um pouco da vida deles, talvez até como uma troca. Quando ela disse:
- Ei moça! Vamos compra um brinco pra ajudar na minha passagem?
- Ah, você deixa eu te fazer algumas perguntas? rs.
Minha vontade era essa, de perguntar, mas não tive coragem. Mas perguntar o que?
O que são hippies? Eles gostam de ser chamados assim? Por que viver quase como nômade? Hippies têm parentesco com ciganos? É verdade que pouco tomam banho? Os filhos hippies estudam? Como se porta a família dos hippies que não são hippies? Sofrem muito preconceito?
Por que viver assim?
No fundo admiro pessoas do tipo. Não por serem hippies, mas por viver uma vida diferente, tendo que suprir preconceitos, normas, regras e normalidades.
Seriam eles os anormais ou nós que estamos com os olhos fechados achando que ter personalidade é seguir o modismo? E para os hippies o que seria a moral? Na próxima eu pergunto.
Vejo-os como pessoas fortes e normais que vivem em meio à anormalidade padrão.
... Enfim a viagem foi legal!
Jamille Catarina
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