Eu sempre soube, eu sempre soube que a parti do dia que me propus aceitá-las estaria sujeita a despedidas, abandonos e saudade. Tenho me sentido assim. Não, não estou triste, só estou suspeitando de antigas eternidades. Estamos sujeitos às mudanças e do mesmo jeito que o destino pode unir ele pode separar também. Posso nomear eternidade em mim, mas meu poder não chega a ser “tão” tamanho pra poder nomear eternidade alheia também. Talvez a proximidade dure enquanto precise. Talvez eu tenha feito minha parte, o possível que pude ser e fazer. Talvez não haja mais vontade o suficiente de estar perto e sentir falta. Queria eu, queria eu que eternidade fosse o infindo e não palavra dita em êxtase de contentamento. Queria eu que vínculos fossem como irmãos de sangue em que distância, abandono ou falta de conversas não comprometessem nada. Suspeito eu, suspeito que eu sempre levo muito a sério. Posso demorar pra ter certeza, mas quando tenho me deleito e acredito.
Aprendi, aprendi. Desfrute enquanto há tempo. Dê o máximo de si. Pois aquele amanhã pode não ser mais aquele, a intimidade pode não ser mais tamanha, os versos podem não ser escritos com tanta frequência, o amor pode não ser mais tão amor. Valei-me, valei-me Deus. Faça-me boba ao ponto de continuar amor mesmo sem receber.
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