terça-feira, 25 de setembro de 2012

Começo

E você decide passar do fim sem começo
Da palavra não dita
Do sentir não sentido
Da dor inventada.
E se entrega, por pedacinhos pequenos e mansos.
Mas não sabe,
Não sabe se é mesmo amor
Ou se queres provar para si que é possível
E enfrenta de cara limpa a dor.
Dor, que tu não vingues!
E se vingar, que seja devagarinho.
Porém, de certa continuo
Que não seja mera carne, vontade de ser
Que se possível seja amor
Mas como pedaço de mim do fim tem que lembrar
Se não for
Que se aquiete com o fim o que agora começou.
22/09/12


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