Eulali sente ao admitir uma espécie de dor
Nem sempre soube o que era amor
Não entendia o sentido ou razão
Afinal de que serve o coração?
Afetos, abraços, manifestações...
Isso tudo era novo pra ela
Eulali quando pingo de gente chegava a contar os abraços que ganhava ao ano
Eulali com todo fulgor acreditava que não tinha amor
E se ele existia vinha apenas em momentos especais
No aniversário era o melhor.
Era como se aquele dia fosse gente, ou não.
Carinho e apreço eram novos
Sequer sabia direito abraçar
Tinha o coração mole, pacífico, mas medo de amar
Então andava olhando para o chão.
Olhos alheios eram como reflexos do rejeito
Sendo assim Eulali ficava só.
As mãos tremiam, a cabeça doía, a garganta dava um nó
Então, afinal de contas o que é o amor?
Ele existe por mim ou em mim?
Horas Eulali pensou em desistir
Facilmente em sua carne colocaria um fim
Foi quando lhe surge a mão de Deus.
E ele o Ama, como todo vigor de um ser
Lhe aceita e vigora.
De um renascer
Aos pouco Eulali se aproxima de pedacinhos de gente
E sobre o amor?
Ele lhe deixa contente
A felicidade é absurda de senti-lo mesmo sem entender
Maior é a vontade de viver
Dia após dia
Diante o sofrimento e melancolia
Talvez todo o processo de dor fosse necessário para a modelação
Eulali hoje sabe de que serve um coração.
Orgulha-se de si, orgulha-se de si e de ser o que sente
De um resto à vigoração
Que seja hipérbole, pleonasmo, aliteração.
Seu amor é pra fora
Além dos limites, o céu
A dor é fugaz
Abraços, carinhos, afetos ela já não anda mais contando
Sentir lhe satisfaz.
Eulali então me olha nos olhos e diz:
- “Amar se aprende amando!”
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