É muito difícil admitir, o que sucede em uma mente que não espera nada, ou pelo menos era assim. Tive a triste experiência de sentir na pele o que é está completamente sozinha, o que é não ter com quem contar a dor, o que é ser desdenhada e evitada. Não conto nem de amizade e coisa e tal, conto de existir. O ser humano é assim, ele é covarde quando se trata em admitir como foi ou deveria ser, isso tudo quando envolve o erro. Tive momentos perplexos de pura angústia, má vontade e dor. Pensei eu que não suportaria. E fiz mal pra mim. Eu fiz mal pra mim, permiti que os outros fizessem mal pra mim. Permiti a minha mente acreditar em tantas barbáries e pré-julgamentos mentirosos. Isolei-me do mundo por certo tempo, o suficiente para me destruir. Desmembrei-me, fui pedaços largados e quase podres por falta de cuidado. Minha casca era inteira e intacta, mas só eu sabia o que se passava por dentro. É aí que você enxerga e aprende o que é nascer do nada, sair do chão. E vem a coragem. Tive que morrer, foi necessário. Matei toda angústia, matei toda a perversidade que se encontrava em mim e nos outros, fechei meus olhos e ouvidos para aquilo que não me fazia/faria bem, e por mais que tentassem me atingir, aprendi a prática autoafirmação. ”Eu posso ser!”, “Eu quero ser”, e “Eu sou!” .[ Você é o que você pensa]. Foi um choche, até minha casca mudou-melhor. Passei a pensar em coisas melhores, e dar jus a felicidade que queria existir. Não foi da noite para o dia. Um longo período de avaliação, externa e interna vivi. Descobrir que tens que ser convicto das coisas, que se for vontade, que seja vontade, que se for dor, que seja dor, foi então que aprendi o amor e ele me fez jus. Não que não o tivesse, ele era apenas um pouco vergonhoso e desconfiado. Diante do que reconheci, entendi. Você não pode amar e nem confiar nos outros se não praticar a ti mesmo. Aprendi a me amar, um exercício árdua, confesso eu. Fui aos poucos, reconhecendo meus gostos e minhas vontades, e de repente não vi mais solidão. Mudei e fui buscando meus pedaços. Um a um. Eu me tinha. Eu me tinha. Desde então passo a me dedicar sentir o outro. E tem sido gostoso. Treine, treine lá fora, te fará bem. Treine o amor. Aprendi a gostar sem fingir e muito menos esconder. Aos poucos o medo vira lembrança. Se o amor veio solver, faço questão, faço questão de tê-lo. Digamos que minhas mãos estão mais quentes, minha pele menos pálida, meu peito mais vivo, meu sorriso com mais cor. Considere assim que apensar da dor, existe o amor. Ele foi prova, ele é prova. Torne-o divindade, e sim, meu amor deixou de ser terreno, se é que esse existia em mim. Tive exemplos da carne e do céu. E por mais que eu tenha morrido um pouco durante um tempo, o desdenho ou a falta dele me fez valorizar mais e sentir mais. A condição Amor.
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