segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Do da felicidade

Enfim vim falar dela aqui. Não saio por aí a desvendando para “Deus e o mundo”, pois sei que muitos considerarão uma espécie de loucura sã. Eu mesmo me questiono às vezes.
Teve início em 2009. Até então eu nunca tinha sentido algo semelhante, horas perguntava-me se eu não estava ficando louca de vez. Não estava. [Eu acho]
- Mas do que se passa?
- É uma espécie de dor boa, entende?!
Não entendendo o que até então parecia loucura, procurei fontes que pudessem desvendá-la. Li artigos, li livros e procurei religiões a fim de entender o que se passava dentro de mim. Encontrei algumas publicações que comentavam sobre sensações semelhantes, algumas diziam que é uma espécie de chacra “não sei o que”, outros, energias e alguns outros fatores. Eu a chamava de dor da felicidade, que de certa forma vinha acompanhada de sinceridade. Desde então só senti essa dor por cinco pessoas. Três de forma ligeiramente leve e duas de forma intensa, no qual não tem como evitar sorrir.
- Tens controle sobre ela?
- Não.
Foge do meu alcance, posso sentir quando menos esperar, seja com desconhecidos ou conhecidos, aliás, nunca quando fiquei esperando ela veio. Uma dor incomparável, distinta e boa, no qual não tem como definir.
- E onde fica?
- No estômago!
- Então se assemelha com a da paixão?
É totalmente diferente do quentinho do estômago de paixão, a dor da felicidade localiza-se abaixo do umbigo, uma dor fina que foge ao meu controle e quando vem com grande intensidade, não tem como evitar o fechar dos olhos e sorrir, é quase como um reflexo.
É mais que confortante, é uma mistura de abraço com cócegas e dormir. Vindo a dor, o êxtase e o relaxo.
Agora oficialmente louca declaro. É a melhor das dores! E tendo sentido ou não, agradeço a qualquer condição, divindade ou loucura por poder senti-la.
[Cabe a ti, acreditar, ou não].

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